terça-feira, 5 de outubro de 2010

Austin

Cerca de um mês após a apresentação do traçado, deixo finalmente as minhas impressões sobre o circuito que albergará o GP dos EUA de 2012 em diante.

É um circuito que será percorrido no sentido anti-horário, de 5.47 kms, com uma largura que vai dos 12 aos 16m, e com uma diferença de alturas de cerca de 40m do ponto mais baixo ao mais alto.
Tavo Hellmund afirma que se atingirão velocidades na ordem dos 320 kph, na longa recta de cerca de um quilómetro.
O futuro circuito de Austin será construído num terreno de 3.64 km2, e poderá receber nos dias de corrida, entre 130mil e 140 mil espectadores.

Li diversas opiniões que atribuíam finalmente os mais rasgados elogios a Hermann Tilke, por este circuito, contudo a minha opinião é totalmente oposta. Para mim, é o pior dos trabalhos do alemão.

São mais de 20 curvas numa tentativa de simular algumas das significativas do mundial, como mostra "este" esquema. Esta tentativa já teve o seu antecessor; Magny-Cours, com as suas "Estoril", "Adelaide", "Nurburgring" e "Imola", e é um circuito que não deixa saudades.
Também é um circuito que não usa diferenças de nível para fazer a diferença. Sim tem aquela grande subida na curva 1, mas é só isso, e não creio que faça tanta diferença. Se fosse mais longa talvez os motores mais potentes pudessem tirar vantagem, mas será apenas duas ou três centenas de metros.
Por fim, apenas consigo vislumbrar um ponto real de ultrapassagem, na longuíssima recta que antecede a secção "Hockenheim", e mais nenhuma, pois a recta da meta, parece-me demasiado curta para haver tentativas, e o gancho "Sepang" sucede a uma sequência absurda de curvas e contra-curvas, em que os carros terão que a percorrer, relativamente afastados para não perturbar a aerodinâmica.


Posto as minhas reflexões, realmente não percebo como foi possível elogiar tanto este trabalho.

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